2026/01/19, 22:07, 21°C. Segunda, Getsuyoubi.
Hoje novamente não trouxe o celular para fotografar obras. Arrumei em duas gavetas, canetas tipo hidrocor, coloridas, marcadores e canetas tipo nanquim 01, 02, 05, 07. Duas canetas para escrever em japonês e algumas esferográficas, coloridas e preto, vermelho e azul. Deu um certo prazer em ter tudo arrumadinho. Acho que gosto de ter, mais que usar. Dá um pouco de aflição, ter tanta coisa boa e não querer usar até o talo... Dá aquela aflição do tipo "motai nai". Hoje pensando nisso, mudei essa direção. Há essa coisa de "motai nai", mas também há esse prazer em possuir muita coisa. Fico lembrando as horas que passei, escolhendo cores, espessuras, detalhes que me davam dúvidas sobre qual comprar. Passava horas escolhendo, decidindo, gostava de todas ou muitas. Pelo prazer de usar, usava em desenhos, nos cadernos, gosto de escrever. Existe um prazer em usar, experimentar. Depois de um tempo sem usar, agora vejo que me diverti muito no CAP-ECA-USP, fazendo anotações, usando tudo: desde réguas, estiletes, compassos; lápis de cor, aquarelas e guaches; tintas a óleo e acrílicas; experimentando encáusticas e moldes. Enfim, tudo e mais um pouco. Dei muita vazão aos meus desejos de usar tudo que estava em minhas mãos e fiquei muito contente em usar tudo.
Não pensava no quanto ia ganhar com isso? Sempre pensava nisso, mas o fazer sempre estava comigo. Fazia e faço o que está ao meu alcance, e assim fico contente com o que faço.
22:37, 21°C.
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