2026/01/27, 18:38, 26°C. Terça, Kayoubi.

Hoje fui dar aula de aquarela. A Joana fez aniversário e a minha aula aconteceu por este motivo. A aula foi o que costumo fazer, houve questões e dúvidas, alguns sabiam o que fazer, o Pedro tinha um quadro da Joana e Brecht em andamento, e algumas sugestões minhas foram feitas. A Mariana sugeriu quadradinhos, e ela e Eduardo colocaram isso em andamento. Joana queria fazer o desenho da "Opera do Malandro" e fez um desenho muito bonito. Elis, amiga, ingressante na Biologia, fez uma aquarela de um vidro contendo folhas e uma lagarta e depois uma tartaruga muito colorida. Nina, amiga, fez primeiro ano na FAU, e desenhou uma aquarela com muito verde do jardim, e fez um fundo amarelo em uma parte, deixando o branco do papel e depois passou a um retrato da Joana. Eduardo, namorado da Joana, fez quadradinhos azuis de diversos tons e depois uma composição com triângulos e algumas coisas que pareciam bolas me lembraram Yayoi Kusama. 

Choveu muito alguma hora. Almocei lá, o macarrão com pesto de manjericão limão estava muito bom. Ouvi e vi pela primeira vez Mariana tocando violão, e ouvi Joana cantando. 

Era hora da minha terapia e Pedro cedeu o escritório para isso, além de me ajudar com o computador. A sessão foi online. Teve algumas coisas que não sei explicar, em aceitar as minhas falhas, e houve algo como aceitar alguma humanidade da minha parte, coisas que pretendo continuar pensando, pois ainda não sinto algo me movendo, mas sinto algo querendo se mover, já há algum tempo, dentro de mim e aconteceu mais um movimento que mais sinto que transformo em palavras. Me referi também a um desenho que está na pasta, e que encontrei os outros que fazem parte de uma série de 20, dos quais fiz 6 e pretendo fazer os outros 14, para completar os 20. Citei isto, ao mesmo tempo que passava em meus pensamentos os desvios já notados nos 6 realizados: não quero desviar de um caminho traçado pelo desenho escolhido como um equilibrista que anda numa corda, e não desvia para a esquerda ou direita, caminha no centro, como uma analogia ao equilíbrio que desejo e quero manter. Não quero explicar mais que isso, e sinto que esse exercício eu quero fazer.

19:18, 26°C.

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