2026/01/21, 16:47, 19°C. Quarta, Suiyoubi.
Esse mapa é fantástico de ver. Fiz com todo carinho, começando pelo aerógrafo de sopro, criando a textura de gotas multicoloridas permeando toda a superfície do papel Hahnemühle. Algumas gotas ficam mais grossas e úmidas, e é a partir daí que as pinceladas começam, fazendo o que na minha imaginação seriam caminhos indo aqui e acolá. As cores são colocadas em etapas, para não manchar o papel, dando direções e articulando um desenho.
17:55, 19°C.-
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30,4x22,9 cm. Assinado Celso Ninomiya 2022. Ondas e Sol.
Não gosto do todo, mas gosto de partes: é bem desenhado, a pintura de aquarela é muito atraente, amarelos no céu e azul nas ondas, e detalhes verdes, vermelhos, cinzas e violetas, num mosaico de cores combinando e contrastando. As texturas criadas com caneta nanquim 0,1 mm são primorosas, ricas em detalhes, sobressaindo um desenho que poderia ser um tufão e duas figuras e emergindo do mar revolto, como sereias dançando. As partes são todas bonitas, o todo ainda não me convenceu. Não se pode acertar tudo em todas. Duas estrelas emergem do mar, como uma esperança a apontar o caminho.
-17:12, 19°C.
Esta aquarela de São Paulo está entre as minhas favoritas. É copiada de um mapa, depois cuidadosamente o papel Hahnemühle recebe água somente na área do mapa. As cores são misturadas previamente e com muito apuro é pintada sobre toda a superfície úmida. O resultado visual ocorre com o espalhamento da tinta e o seu secamento. Assim, não há volta nem retoques a se adicionar posteriormente. Considero um trabalho que não se realizaria em outro papel e o espalhamento da mistura é único. O cuidado em fazer é o que faz tudo acontecer.
17:24, 19°C.
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